sexta-feira, setembro 09, 2011

Estação Baixa-Chiado do metro de Lisboa chama-se agora PT Bluestation

Aquela que é uma das mais emblemáticas estações de metro de Lisboa foi rebaptizada. Baixa-Chiado PT Bluestation é o seu novo nome, graças a uma acção de marketing da empresa que está a gerar controvérsia. O Fórum Cidadania Lisboa chama-lhe "prostituição do espaço público" e o Grupo de Amigos de Lisboa fala numa "saloiice de muito mau gosto".
O presidente do Metropolitano diz que esta mudança "é um marco na vida do metro, um marco de ruptura, de inovação, de criatividade". Cardoso dos Reis revelou, aliás, que quer alargar esta iniciativa a outras estações: "Esperamos contar com a visão de futuro, o espírito inovador e a ambição de outras marcas", disse o gestor. O Marquês de Pombal pode ser a paragem que se segue.
O Metropolitano recusou divulgar quanto vai arrecadar com esta operação e o presidente executivo da PT também não revelou quanto vai a empresa pagar para ter, durante quatro anos, o seu nome na estação. "É um investimento significativo", limitou-se a dizer Zeinal Bava.
Já o secretário de Estado dos Transportes declarou-se "muito contente com este projecto". Porque, explicou Sérgio Monteiro, "corresponde à vontade do Governo de que as empresas públicas de transportes encontrem formas inovadoras e criativas de gerar receitas", para serem "menos dependentes do Orçamento do Estado".
No caso da Baixa-Chiado, esta iniciativa inclui ainda a disponibilização aos utilizadores de estação de Internet grátis. Além disso, haverá acções diárias (como projecções de vídeo, distribuição de rebuçados ou massagens nas mãos), pelo menos durante um ano, e nas paredes serão projectadas notícias e "informações úteis". Questionado pelo PÚBLICO, o presidente executivo da PT garantiu que essas projecções não incluirão mensagens publicitárias, mas admitiu que a Baixa-Chiado receba "demonstrações de produtos" da marca.
A vereadora da Inovação da Câmara de Lisboa defendeu que "é importante a cidade apostar em projectos inovadores". Questionada pelo PÚBLICO sobre a alteração de nome, Graça Fonseca recusou-se a opinar, dizendo apenas que, "como qualquer situação de patrocínio, é normal que a marca queira estar presente".
Já o vereador do PCP ficou incrédulo com a mudança: "Como? Ai valha-me Deus! Isso é péssimo", reagiu. "Houve uma altura em que o metro convidava os melhores artistas portugueses para fazerem estações soberbas. Agora temos línguas estrangeiras e marcas", lamentou Rúben de Carvalho, que promete levar esta questão "tão marcante na vida da cidade" à próxima reunião da autarquia.
"É de ficar sem palavras", afirmou Paulo Ferrero, do Fórum Cidadania Lisboa, que considera estar-se perante um caso de "prostituição do espaço público". "Dentro em breve, em Lisboa, estaremos todos publicitados", afirmou por sua vez Appio Sottomayor. O olisipógrafo está também contra a utilização de uma palavra em inglês no nome da estação: "A língua portuguesa, pouco a pouco, está a ser enterrada. Faça-se então o funeral", concluiu.
"É uma saloiice desnecessária, de muito mau gosto", corroborou Salete Salvado, do Grupo de Amigos de Lisboa. A representante do colectivo, que integra a Comissão Municipal de Toponímia, lembrou ainda que, "até agora, o metro tem utilizado os nomes dos locais, respeitando a tradição toponímica da cidade". E lamentou que essa prática tenha sido interrompida. "Como querem receber dinheiro, estão a curvar-se", acusou.
"Acho mal. A toponímia não devia ter sido mudada", afirmou por sua vez a historiadora Irene Pimentel, que também faz parte da comissão, onde gostava de ver discutido este caso. Outro dos seus elementos, o musicólogo Rui Vieira Nery, acha que esta "não é uma matéria da competência da comissão". Mas, a título pessoal, reconhece que não tem "simpatia" por ver "o nome de uma empresa associado a um marco da cidade".
"Vejo esta solução de forma muito crítica. Preferia que deixassem os nomes como estão ou que os substituíssem, por exemplo, pelos de grandes figuras da cultura e da ciência", afirmou por sua vez José Jorge Letria, presidente da Sociedade Portuguesa de Autores.
Os presidentes das juntas de freguesia de São Nicolau, António Manuel, e dos Mártires, Joaquim Guerra de Sousa, não ficaram incomodados com a notícia de alteração do nome e manifestaram a expectativa de que o patrocínio da PT possa traduzir-se em melhorias no serviço prestado pelo Metropolitano de Lisboa.
09.09.2011 - 10:48 Por Inês Boaventura

quinta-feira, setembro 08, 2011

Metro de Lisboa está a repensar expansão

O Metropolitano de Lisboa está a rever o seu plano de expansão previsto até 2020, disse hoje Cardoso dos Reis, presidente da empresa pública, à margem da apresentação do patrocínio da PT à estação Baixa-Chiado.
"O plano está a ser revisto, o que poderá ter consequências ao nível da programação", disse Cardoso dos Reis, explicando que "o que temos hoje é menos". Por isso, está a haver essa análise para se identificar prioridades, tendo em conta as vantagens para os cidadãos.
Cardoso dos Reis explicou que depois da análise feita será apresentada uma proposta à tutela, o que ainda não foi feito.
Para já, está marcada a inauguração da estação do Aeroporto em Julho de 2012.
Aliás, ainda esta semana a Indra anunciou ter conquistado o concurso para a bilhética e controlo de acessos das novas estações nas linhas Azul, com expansão à Reboleira, e Vermelha, com expansão até ao aeroporto de Lisboa.
Por outro lado, Cardoso dos Reis garantiu que a sua empresa está a trabalhar para conseguir a sustentabilidade operacional em 2012, tal como requerido pelo Governo. "A sustentabilidade do sistema é um objectivo que nós temos há muitos anos" e, acrescentou, 2012 "é um objectivo que estamos a tentar alcançar, é alcançável com pressupostos que estão a ser conversados". Cardoso dos Reis não quis adiantar o que está a ser conversado com a tutela.
Na mesma ocasião, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, reiterou a pretensão de querer que o sistema de transportes públicos seja sustentável em 2012.
08 Setembro 2011 | 15:58
Alexandra  Machado

terça-feira, abril 08, 2008

Dias da Música em Belém 2008

Metropolitano de Lisboa

 

 

"Duos, Trios, Quartetos e outras boas companhias"
 
A festa da música está de volta a Lisboa com a 2ª. Edição do festival  DIAS DA MÚSICA EM BELÉM, evento que conta, mais uma vez, com o patrocínio do Metropolitano Lisboa (ML).
 
O festival, a realizar nos dias 18, 19 e 20 de Abril de 2008, no Centro Cultural de Belém (CCB), vai reunir um conjunto de músicos e formações de câmara de elevada qualidade. O tema do festival está essencialmente ligado à música erudita, no entanto, vão estar presentes outras expressões musicais, como agrupamentos de Jazz e música improvisada, num programa que engloba 69 concertos.
 
O ML vai organizar um passatempo para premiar os clientes mais atentos oferecendo 80 ingressos para três concertos. O passatempo “Dias da Música em Belém” será lançado no próximo dia 07 de Abril e é constituído por 6 questões de escolha múltipla, sobre o ML e o festival.
 
Gostaríamos de convidar todos os nossos clientes a explorar o nosso site, onde poderão descobrir todas as respostas para participarem neste passatempo.

 

 

RDP África - 12 anos, 12 horas ao vivo, 12 artistas

Metropolitano de Lisboa

 

 

O Metropolitano de Lisboa associa-se à RDP África nas comemorações do 12º. Aniversário desta estação de rádio, promovendo, no próximo dia 4 de Abril (sexta-feira) uma emissão especial ao vivo, em directo da estação Campo Grande.

Esta emissão, que irá decorrer entre as 8:00 e as 20:00 horas, vai contar com 12 actuações ao vivo de artistas convidados, entre os quais contam-se as presenças de Yami, Dom Kikas, Gilberto Gil Umbelina, entre outros.

Quem passar pela estação Campo Grande neste dia poderá apreciar, para além desta festa da música africana, alguns objectos pertencentes ao Museu da Rádio, lembrando como era feita a Rádio de outros tempos.

Durante a emissão haverá a oferta de convites para a ante-estreia do filme “A Ilha dos Escravos”, realizado por Francisco Manso e que conta com a participação dos actores Diogo Infante, Zéze Mota e Ângelo Torres nos papeis principais.

A RDP África, estação de rádio do grupo Rádio e Televisão de Portugal,  iniciou as suas emissões no dia 1 de Abril de 1996. No presente emite para Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Portugal (em Lisboa, Coimbra e Faro).

O ML congratula-se em apoiar a RDP África e convida todos os seus ouvintes a participar em tão meritória iniciativa.

Metro/Lisboa: Linha azul passa a ter percursos diretos para a Reboleira

A circulação da linha azul do Metropolitano de Lisboa (ML) vai passar a ter percursos diretos para a Reboleira, concelho da Amadora, a parti...